Entrevistas polêmicas da semana

abr
14

em Futebol • 2012

Nesta semana 3 entrevistas sacudiram o mundo do futebol. Vágner Love declarou à Revista Playboy tudo o que acontece nos bastidores. Mulheres, orgias, sexo, bebida, concentração e toda essa putaria que envolve o mundo dos jogadores. Além de Love, outros dois atletas também deram entrevistas de grande repercussão, ambas para o canal Sportv: Loco Abreu e Juninho Pernambucano. O jogador do Botafogo criticou as concentrações antes dos jogos e comentou sobre as indisciplinas de Jóbson, seu companheiro de clube. Já o experiente meio campo do Vasco revelou os valores de seu salário e os detalhes de seu contrato com o clube carioca. Confira abaixo os trechos mais significativos dessas três excelentes entrevistas, a começar do atacante do Flamengo:
Vagner Love e as Marias-chuteiras
-Elas querem aproveitar. Elas querem ter e querem falar para as outras: “Olha,fiquei com o fulano, fiquei com esse, com aquele…” Entre elas tem competição.Elas querem status e um pouquinho da fama.
O que elas comentam-Cara, tem mulher que fala! “Fulano é grande, fulano é pequeno…” Mas acho quetamanho não é a questão, tem de saber fazer. Mas tem mulher aí que gosta dechegar no meio de todo mundo e largar: “Fulano gosta disso, fulano é pequeno,fulano é grande…”
Primeira vez
-Foi quando eu tinha 14 anos. Nessa época, eu arrumei uma namorada que tinha 25anos, ela era lá do meu bairro… Ela deu (aulas) e eu aprendi bastante, foi bom.Eu era novo, estava cheio de energia, cheio de amor para dar.
Sexo antes do jogo

-Não faz diferença. Nesses últimos seis meses na Rússia, fiquei a maior parte do tempo em casa porque estava sozinho, não tinha brasileiro no time, e pedi para ficar em casa porque não ia aguentar ficar na concentração sem conversar com ninguém. Aí, em casa, sem fazer nada, fazia (sexo) e não atrapalhava em nada. Acho que entrava até mais relaxado em campo, mais tranquilo.
Sexo todo dia
-Eu gosto. E sinto muita falta. Às vezes, quando você fica em concentração maisde uma semana, tem de usar o telefone, o computador, a imaginação…
Masturbação na concentração
Sim, com certeza (acontece). Se eu ficar uma semana na concentração sem minha mulher, falo: “Princesa, estou igual ao Homem-Aranha, já. Estou jogando teia nas paredes…” Aí tem de usar a criatividade.
Orgias entre jogadores
-Se rola? Hoje eu sou casado e feliz, mas rola. Se tiver seis homens, vamos dizer que vai ter umas oito mulheres, por aí.
Mulher na concentração
-Só fiz isso uma vez na vida. E é uma coisa que eu não aconselho a nenhum jogador que esteja começando. Por que comigo surgiu o apelido (Love), foi uma coisa errada que acabou dando certo, vamos dizer assim, mas não é certo.
Bebida na concentração
-Em véspera de jogo, não. E eu não concordo. Se fizer na minha frente, eu falo:“Amanhã, ganha o jogo, pode beber. Agora, não”. Nunca vi, e se vir, não vou concordar.
Sexo no frio russo
-Dá, tranquilamente. Em casa, no restaurante e no shopping sempre tem aquecedor,então é tranquilo. O negócio é na rua mesmo. E eu não ficava andando na rua porque eu não sou maluco de fazer isso com -27, -30 graus.
Curtiu as revelações do “artilheiro do amor”? Então confira agora a entrevista em que o uruguaio Loco Abreu não pipocou quando perguntado sobre o polêmico assunto das concentrações:
 
- A concentração pra mim é uma mentira. O clube procura isso porque fica todo mundo junto, você toma café, almoça, conversa sobre o que pode acontecer no jogo… Hoje, com a tecnologia, fica cada um em seu canto. O pessoal acaba a janta e some. Eu, que não pego no laptop, fico me sentindo um dinossauro. Só fico assistindo futebol na televisão.
O artilheiro das “cavadinhas” (que não têm dado muito certo ultimamente), aproveitou para falar também sobre a situação do indisciplinado atacante Jóbson:
 
- Se fosse dirigente analisaria muita coisa, mas como sou companheiro, penso na pessoa. Então acho que tem que continuar com seu tratamento, porque ele já melhorou muito e pode melhorar ainda mais. No clube, a comissão técnica é de alto nível e todos acreditam nele. Ele já aceitou que errou e todos torcem por ele. Quem convive no dia-a-dia, sabe que ele é um bom garoto.
 
Para fechar esse “top 3 entrevistas de deixar qualquer repórter feliz”, vamos ao assunto que todo mundo gosta, dinheiro. Juninho Pernambucano, de 37 anos, disse estar chateado com a publicação de seu salário na mídia e resolveu esclarecer e revelar, de fato, o quanto ele recebe ou deveria receber caso o Vasco pagasse os salários em dia:
 
- Cada jogador tem seucontrato. Não acho que seja certo expor (…). Me incomoda porque, com 37 anos,não é esse último contrato com o Vasco que vai fazer a diferença. (…) Devoter feito 14 jogos (foram 15), mas também não estou preocupado porque o clubesó me pagou um jogo até agora, e não é por isso que eu vou deixar de jogar.(…) É um direito adquirido porque assinei um contrato, e quando a genteassina tem o direito de receber. É lógico que quero receber, mas isso meincomoda porque ficou muito chato, e aparentemente isso partiu de algunsconselheiros do clube. E sempre falo que o melhor conselho quem pode me dar éum psicólogo ou um psiquiatra, porque aí seria de profissionais – disseJuninho, que lembrou ter recusado uma proposta muito melhor do exterior.
 
 - Umcontrato de R$ 250 mil por mês seria excelente para um jogador de 37 anos. Masnão era a melhor proposta que eu tinha. Tinha para ganhar muito mais e voltarpara o Qatar, ganhar mais do que o dobro. Mas quando decidi voltar não foi pelaparte financeira. (…) Sou o único jogador do Brasil que tem contrato porprodutividade, então acho que isso também é bom para o clube.
 
- Quando o Vasco meofereceu R$ 250 mil, peguei a média de jogos do ano passado. Teve mês que eufiz três jogos, outros que eu fiz seis, então dava mais ou menos cinco jogospor mês. Os R$ 250 (mil) divididos por cinco dá R$ 50 mil (por jogo), então,cada vez que eu jogo eu tenho direito a R$ 50 mil. Por exemplo, no mês dejaneiro só tem dois jogos na tabela, então eu fiz os dois jogos, o clube jáeconomizaria R$ 150 mil. No mês de abril ainda não entrei em campo.

Nada mal o salário do Juninho Pernambucano, embora muito jogador come-dorme ganhe mais do que ele para não fazer nada.

 
Enfim, isso sim são entrevistas em que vale a pena o cidadão parar e prestar atenção na TV, diferente daquelas em que o jogador só repete diante das câmeras aquilo que treinou em frente ao espelho durante a semana.
 
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